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História dos Jogos Paralímpicos

A prática esportiva realizada por pessoas com deficiência é registrada desde meados do final do século XIX, no continente europeu. Todavia, a profissionalização e internacionalização dessas práticas esportivas ocorreram apenas após a Segunda Guerra Mundial. Nesse cenário pós-guerra, diversos veteranos de guerra que tiveram braços e/ou pernas amputados, bem como sequelas sensoriais e intelectuais devido aos diversos combates.

Concomitantemente a esse cenário catastrófico, a medicina iniciou uma tentativa de buscar técnicas, práticas e mecanismos para tratar e garantir maior qualidade de vida às pessoas com deficiência. Um primeiro passo simbólico a essa tentativa foi o programa social de reabilitação social dos soldados com lesões medulares no Reino Unido. Nesse programa social, o médico Ludwig Guttmann foi responsável por introduzir o esporte como tratamento de reabilitação.

Devido ao sucesso do programa de reabilitação supracitado, em 1948 foi realizado o evento Stoke Mandeville Games, que reunia pessoas com deficiência para praticar algumas modalidades esportivas. Em 1952, o evento recebeu atletas estrangeiro pela primeira vez e, em 1960, os jogos foram levados para a cidade que sediava os Jogos Olímpicos daquele ano. Logo, essa foi considerada a primeira edição das Paralimpíadas da história, que contou com 400 atletas e com 23 países. Porém, é importante frisar que a primeira edição “oficial” do evento – denominado Jogos Paralímpicos – ocorreu apenas em 1964.

 

O que são as Paralimpíadas?

As Paralimpíadas ou Jogos Paralímpicos ocorrem de 4 em 4 anos e são um dos maiores eventos esportivos do planeta! Neles, há modalidades que permitem a participação de diversos atletas com algum tipo de deficiência sensorial, física ou intelectual.  Isto é, nas Paralimpíadas participam atletas com deficiências motoras, pessoas com membro(s) amputado(s), cegos, pessoas com paralisia cerebral ou algum tipo de deficiência mental.

Nessa competição, há representantes de diversos países, que se reúnem para disputar em mais de 20 categorias de esportes paraolímpicos. O objetivo do evento é promover a inclusão social, o respeito à diversidade e o manifesto da paz e bom relacionamento entre os povos (isso é o espírito olímpico).

Os Jogos Paralímpicos são promovidos pelo Comitê Paralímpico Internacional em parceria com o Comitê Olímpico Internacional; desse modo, a sede escolhida para os Jogos Olímpicos sempre é a mesma dos Paralímpicos. Neste ano, a sede dos Jogos Paralímpicos é a cidade de Tóquio, no Japão.

 

Modalidades

As modalidades paraolímpicas são determinadas com um sistema de classificação funcional, pela qual se classificam os atletas com base em seus diferentes “graus” de deficiência, visando tornar as disputas mais justas possível! Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 contam com 539 competições dentro de 22 modalidades olímpicas; estas se dividem em provas mais específicas, que podem ser delimitadas por: peso, distância, gênero etc.  A lista de todas as modalidades da competição segue abaixo:

  1.  Atletismo
  2.  Badminton
  3.  Basquetebol (em cadeira de rodas)
  4.  Bocha
  5.  Canoagem
  6.  Ciclismo (estrada e pista)
  7.  Esgrima (em cadeira de rodas)
  8.  Futebol de 5
  9.  Goalball
  10.  Hipismo
  11.  Judô
  12.  Levantamento de peso
  13.  Natação
  14.  Remo
  15.  Rugby (em cadeira de rodas)
  16.  Taekwondo
  17.  Tênis de mesa
  18.  Tênis (em cadeira de rodas)
  19.  Tiro esportivo
  20.  Tiro com arco
  21.  Triatlo
  22.  Vôlei sentado

O Brasil nas Paralimpíadas

A primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos ocorreu em 1972 e a primeira medalha foi obtida em 1976. A partir disso, o Brasil teve uma guinada expressiva nos esportes paraolímpicos e, em 1995, deu-se início ao Comitê Paralímpico Brasileiro.

Nos dias de hoje, o Brasil é considerado uma das maiores potências mundiais nos Jogos Paralímpicos, pois obtivera excelentes resultados nas últimas edições: foi 9º colocado nas edições de Pequim 2008, 7º colocado em Londres 2012 e 8º colocado em Rio de Janeiro 2016, com 47, 43 e 72 medalhas, respectivamente.

 

Por: Felipe Jhony Zaranski Elias – Coordenador de Comunicação e Marketing do Coletivo Inclusão

 

Fontes:

Brasil Escola

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